Matias – DFB 2011

Ao utilizar como inspiração os pensamentos de Parmênides e o livro A Insustentável leveza do ser, Matias traz uma profunda reflexão através de seu desfile.

A passarela passeia pela filosofia e mostra a dualidade que Parmênides defendia no Ser, a relação entre peso e leveza, que surge da presença e da ausência de entidades. Isso fica bem visível no desfile, na contrariedade das formas e tecidos, estruturados ou leves, rígidos ou fluidos.

Junto com essa discussão entram pensamentos de Nietzsche, presentes no livro, que mostram a necessidade de viver uma vida livre, com aventuras, coisas novas, decorrentes de sua teoria do Eterno Retorno. Nesse momento, surge na passarela as gaiolas vazias e as cordas que tentam aprisionar na constante rotina.

O olhar passa a ser, então, de reflexão individual. Aparecem as transparências que permitem essa visão, essa reflexão.

Ao penetrar nesses pensamentos, veio a mim uma relação diferente da interpretada no desfile. Uma viagem, na verdade. Essa rotina, não pode ser o eterno consumo, o consumo pelo consumo, o desperdício, a superficialidade? E essa insustentabilidade da leveza, não pode ser a insustentabilidade da superficialidade e do mundo feito de coisas supérfluas? A mudança de rotina, não pode ser o aprofundamento de conceitos e a busca por uma forma de vida mais sustentável? Viajei, né? Mas tá valendo quando a intenção é refletir e criar seu próprio entendimento da arte, formar uma opinião única.

Assista ao desfile aqui.

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