Um pouco de História – A roupa que aprisionava a mulher

Desde o seu início, o mundo da alta-costura era (e continua sendo) dominado por homens. Eles tinham a opinião de que o corpo feminino ideal deveria ser parecido com uma ampulheta, ou seja: delicado e frágil no centro enquanto em cima e em baixo deveria ser exuberante e voluptuoso. De perfil, a silhueta deveria lembrar um S que poderia ser mais ou menos curvilíneo.

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Com essas características, a roupa feminina ainda estava muito próxima a uma camisa de força. Jean Cocteau, poeta francês da época, comparou o ato de despir uma mulher à tomada de uma fortaleza, tal era o trabalho de tirar todas as peças de roupa e acessórios.

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A moda feminina se definia dessa forma: começando pelos chapéus exuberantes que deviam ser equilibrados em cima de altos penteados, passando pelos altos e rígidos colarinhos que exigiam uma postura reta, o corpo era afinado por espartilhos apertados cobertos por peças de corte pequeno. As mangas eram chamadas de “gigot”, esse modelo tinha enchimento desde o ombro e a partir do cotovelo se estreitava, ficando mais colada ao corpo. Saias longas com ancas largas que tinham a forma de um sino eram ornamentadas com franzidos e pregas, principalmente na parte de trás, finalizando com uma pequena cauda. Para contrabalancear, o chapéu devia ser ligeiramente inclinado para frente. Os sapatos eram pontiagudos e os saltos no estilo barroco. Luvas esguias, meias-calças de seda e acessórios de pérolas finalizavam o look.

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Vários problemas na estrutura corporal e na saúde da mulher eram causados por essa vestimenta. A mulher era considerada frágil e delicada, desmaiava com facilidade devido às roupas pesadas e o exagero de aperto dos espartilhos que modificavam o corpo desde muito novas, fazendo com que ossos e órgãos se adaptassem a um espaço diferente do normal. Essa realidade começou a mudar em 1903, quando se inicia um movimento de liberdade feminina. O hipismo levou as mulheres a utilizarem roupas masculinas para cavalgar e elas começaram a perceber a liberdade que aquelas roupas traziam, além do conforto. Mas este é um assunto para outro capítulo sobre a História da Moda.

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